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Investimentos e o momento atual brasileiro!

 

CENÁRIO MACROENCÔMICO

Por Santander Asset Management – Gestor de renda fixa da FPI

 

No ano, acompanhamos forte alta dos juros futuros, em função das contínuas surpresas inflacionárias altistas e do posicionamento firme do Banco Central, que deve subir o nível de juros para o território contracionista. Na ponta positiva, o mercado de crédito vem produzindo ganhos dentro da classe de renda fixa, em função do fechamento dos spreads e estabilização da oferta de papéis privados após o ano inicial de pandemia.

Localmente, revisamos para cima as nossas projeções de inflação (IPCA) para 2021 e 2022, agora em 8,9% e 4,5% respectivamente. Diante disso, também subimos a projeção da taxa de juros (Selic) para final de 2021 (8,25%) e 2022 (9,00%). A perspectiva de uma política monetário mais restritiva (i.e. acima do patamar considerado neutro) e as incertezas presentes no ambiente econômica devem afetar o PIB no próximo ano. E isso nos levou a revisar a projeção de 2,0% para 1,2% para 2022. Para 2021, porém, entendemos que o 2º semestre como um todo deve ser marcado por um crescimento sólido, especialmente refletindo a reabertura da economia, que segue o avanço da vacinação no país. Dessa forma, projetamos um PIB de 5,0% agora para 2021.

Prospectivamente, antevemos que a primeira alta de juros em território americano deve ocorrer no início de 2023. Nesse contexto, projetamos que tal alta ocorrerá de forma gradual, a fim de a evitar maiores consequência sobre a atividade econômica e mercados como um todo. Com isso, nossa premissa é que a inflação americana, hoje rodando em patamares mais pressionados, desacelerará ao longo dos próximos trimestres.

Em função do cenário internacional construtivo, que se dá apesar da retirada de estímulos e pressão inflacionária no curto prazo, mantemos visão levemente positiva para a Renda Fixa. Localmente, segue o movimento de alta para inflação e Selic, em especial após o Banco Central ratificar posicionamento mais firme na condução da política monetária. Enxergamos prêmios interessantes nas curvas de juros, mas ponderados pelos riscos domésticos e ruídos no quadro fiscal.

Para os ativos de Crédito, seguimos com visão favorável. Os spreads de crédito ainda estão em níveis adequados e os indicadores econômicos locais devem estimular uma melhora. Além disso, o ciclo de alta na Selic tem reforçado a captação dos fundos de investimento, o que por sua vez aumenta a demanda pelos ativos de crédito privado e contribui para a queda dos spreads.

Quanto ao mercado cambial, adotamos visão neutra para a moeda brasileira. Estruturalmente, diferentes fundamentos devem favorecer o Real, como o fluxo cambial equilibrado, a alta da Selic e a melhora nas contas externas. No entanto, riscos fiscais e a possibilidade de aperto monetário nos EUA dificultam a retomada da apreciação do Real.

 

Por Vinci Asset Management – Gestor de renda variável da FPI

 

O ano de 2021 começou com uma grande expectativa com relação a retomada da atividade econômica e o fim da pandemia, após uma forte atuação por parte da autoridades mundiais (governos/bancos centrais). Os principais indicadores econômicos mostravam que a retomada estava ganhando tração, e

havia um ambiente de grande otimismo com relação ao futuro. Isso se refletiu no preço de todos os ativos, e a Bovespa atingiu seu valor máximo no mês de junho.

Nos últimos meses, vários eventos trouxeram dúvidas com relação a materialização desse cenário otimista, dentre eles podemos destacar:

  • Aumento do ruído político;
  • Aumento da inflação e, consequentemente, do juros;
  • Aumento do preço dos combustíveis;
  • Crise energética;
  • Antecipação da corrida eleitoral.

Apesar disso, seguimos com uma visão construtiva para o futuro. Acreditamos que a inflação vai desacelerar nos próximos meses e que a atividade econômica no Brasil seguirá firme. Provavelmente, teremos 2 anos seguidos de crescimento do PIB superior a 2% ao ano, e a última vez que isso aconteceu foi em novembro de 2010.

Além disso, uma parcela significativa da população brasileira já esta vacinada contra a Covid e estamos iniciando um ciclo importante de investimentos em infraestrutura (leilões de concessões de saneamento básico, aeroportos, ferrovias e 5G).

O investimento em ações, como todo investimento de risco, deve ter um horizonte de médio e longo prazo, gerando contribuição significativa para os investidores.

 

INVESTIMENTOS DA FUNDAÇÃO IBM

No último ano a maior parte dos ativos apresentou resultado aquém do esperado pelo mercado. Com exceção dos titulos públicos pós-fixados, todos os outros títulos públicos (ativos de renda fixa) e a bolsa brasileira fecharam o ano com desempenho negativo. O cenário político local tem trazido insegurança aos investidores e isso se reflete diretamente no preço dos ativos.

Quando analisamos os perfis que apresentam renda variável em sua composição, verificamos que aqueles que possuem maior percentual de alocação em renda variável apresentaram retorno no ano maior do que os com menor percentual de alocação, porém com um retorno inferior ao esperado quando comparados ao benchmark nesta janela de 1 ano. Esse fato se deve à dificuldade encontrada pelos gestores ativos em acompanhar o índice Ibovespa em eventos de grande fluxo de capital estrangeiro no país, em especial no útimo quartil de 2020 e primeiro quartil de 2021.

No entanto quando analisamos os períodos de dois e três anos observamos que os perfis RV superam o benchmark.

Como ponto de destaque podemos ressaltar a importância da diversificação da estratégia no fundo exterior, que no ano apresenta desempenho significativamente superior aos investimentos locais.

Vale ressaltar que a Fundação IBM possui uma estratégia de investimento robusta focada no longo prazo e tem como objetivo obter o melhor resultado aos participantes, sempre gerenciando as métricas de risco estabelecidas.

Importante reforçar que eventos de curto prazo não devem determinar mudança na estratégia de investimentos no longo prazo.

RENTABILIDADE – PERFIL CDI

 

*Rentabilidade calculada até dia 30/09/2021

 

Glossário:

Ativos de crédito: Podemos citar Debêntures e Letra Financeira como exemplos de ativos de crédito. São títulos de dívidas emitidos por empresas de capital aberto ou fechado. O objetivo é arrecadar recursos para financiamento de projetos ou alongar as dívidas das empresas.

Benchmark: Indicador de referência usado para comparar o desempenho entre ativos financeiros, como o Ibovespa ou a taxa Selic.

CDI: A sigla significa “Certificado de Depósito Interbancário", diz respeito aos títulos, como os CDBs, mas que são negociados entre bancos. Na prática o mercado utiliza o CDI como taxa básica de juros, muito próxima da Selic.

IPCA: O IPCA é o índice de Preços ao Consumidor Amplo e é o indicador oficial para observar as tendências da inflação no país. Ele é divulgado mensalmente pelo IBGE, com o objetivo de acompanhar a variação de preços de um compilado de produtos e serviços usados por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.

Ibovespa: O índice Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Ele aponta a variação média diária de uma carteira de ações com mais de 80% do volume financeiro negociado no mercado à vista.

PIB: Refere-se ao total de bens e serviços produzidos dentro do território econômico de um país em um determinado período de tempo. Em geral, o PIB é calculado trimestralmente ou anualmente. A taxa de variação do PIB, por sua vez, indica o crescimento da economia em um determinado período. O PIB do Brasil é divulgado pelo IBGE.

Prêmio: Preço de negociação, por ação-objeto, de uma opção de compra ou venda.

RV: Renda Variável.

Spreads: Termo em inglês que pode ser definido como margem adicional. Pode ser utilizado para determinar a diferença entre o preço de compra e venda de um título.

Taxa Selic: A sigla, que significa “Sistema Especial de Liquidação e custódia”, se refere à taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo COPOM (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. É usada nos empréstimos interbancários diários e a principal referência para o custo do crédito no Brasil.

 

Fonte: Dicionário do Investidor.

Escrito por Clarissa Janson Costa de Souza Meirelles
Categoria: Noticias01
Criado: Segunda, 11 Outubro 2021 14:46
Publicado: Segunda, 11 Outubro 2021 14:46
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